terça-feira, 21 de dezembro de 2021

4 TRIMESTRE 2021 - EDITORA BETEL

LIÇÃO 13 - REVESTIDOS DE TODA ARMADURA DE DEUS




 TEXTO ÁUREO

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Ef 6.10

VERDADE APLICADA
Há uma batalha diária entre os filhos de Deus e as hostes do mal. Precisamos estar conscientes e revestidos para enfrentá-la.

TEXTO DE REFERÊNCIA
No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Ef 6.10-13



INTRODUÇÃO
Paulo nos fala de uma batalha espiritual e de todos os recursos disponíveis que temos para nos revestirmos e, assim, podermos resistir e ficar firmes.

1. VESTINDO-SE DE TODA ARMADURA
Existe uma batalha inevitável entre aqueles que servem a Cristo e as organizadas forças do mundo espiritual. Para vencer a batalha devemos estar devidamente equipados Ef 6.11-12.

1.1 Fortalecei-vos no Senhor e em Sua força
Todo cristão sabe perfeitamente que enquanto permanecer neste mundo, precisa estar vigilante e sempre contando com a ajuda do Senhor, pois o inimigo é astuto, bem organizado e forte. A exortação é para que a Igreja se fortaleça no Senhor e recebe a necessária vitalidade dEle Ef 6.10.  Ninguém deve entrar em uma batalha sem o devido preparo. A palavra grega usada aqui é “endynamosthe”e significa: “fortaleza, tornar-se forte”. O cristão deve ter Cristo como a fonte de seu poder, porque não se trata de uma batalha física (não é contra carne ou sangue), e não é com forças humanas que venceremos essa guerra Ef 6.12.

1.2 Revesti-vos de toda armadura
A igreja de Cristo é como um quartel que recruta e treina seus soldados para a batalha contra as hostes do mal. Como bons soldados de Cristo precisamos estar bem treinados e fortes para enfrentar os ardis de nosso inimigo. Para esta luta contra o mundo das trevas, também precisamos nos vestir adequadamente, cobrindo todas as áreas onde o inimigo possa nos ferir (Ef 6.11). Isso nos indica que não se trata de uma vestimenta comum, se trata de uma vestimenta especial fornecida por Deus, de uma série de elementos espirituais perfeitamente projetados por Deus para cobrir Seu povo na luta diária contra os ataques do inimigo. Existe também uma razão pela qual devemos estar revestidos: “para que possamos permanecer firmes contra as armadilhas do diabo” (Ef 6.11b).

1.3 A luta não é contra a carne e o sangue
Devemos entender claramente que não são as pessoas físicas que se opõem a nós (não é carne e nem sangue). Toda ação que outros empreendem contra nós pelo fato de estarmos em Cristo, a mão do inimigo está presente, ainda que de forma sigilosa (Ef 6.12a). Verdadeiras estratégias de guerras não convencionais (Paulo as chama de astutas ciladas), que geralmente passam despercebidas. Por isso precisamos estar em comunhão com o Espírito e revestidos da armadura de Deus. O apóstolo Paulo assim nos ensinou em relação ao mundo das trevas: têm poder, são astutos e maus. O mundo das trevas usa seu poder para destruir e se deleita na falsidade e no pecado, odeiam a luz e a verdade.

Jo 3.20 - Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.


2. CONHECENDO OS INIMIGOS DA BATALHA
O relato de Paulo é muito esclarecedor. Ela fala acerca da batalha, diz o local onde essa batalha está sendo travada e revela quem são os inimigos que devemos combater.

2.1 A organização do exército do inimigo
No versículo 12, temos uma descrição que revela a estrutura de um reino espiritual organizado, que continua operando e projetando suas estratégias em uma dimensão fora do mundo natural que vemos, para aplicá-las todos os dias, a qualquer momento, contra a igreja de Jesus Cristo, ou seja, contra os discípulos de Cristo, a fim de fazê-los cair e, assim, impedir o avanço do reino. Eles são denominados de “principados, potestades , príncipes das trevas deste século, hostes espirituais da maldade” (Ef 6.12). Observamos que cada termo usado para descrever essa hierarquia demoníaca é precedido pela palavra “contra”, que implica que cada um representa uma categoria ou nível de autoridade diferente.


2.2 Mundo espiritual X  mundo físico
Devemos ter em mente que tudo o que acontece no mundo espiritual tem influência no mundo físico, e vice-versa. Podemos citar como exemplo a oração de Daniel, que foi feita no mundo físico, mas repercutiu no mundo espiritual (Dn 10.2-13; Ef 6.12b). Nesse capítulo Paulo revela a posição do inimigo, quem são e de onde partem seus ataques. Francis Foulkes comenta que os cristãos, estando em Cristo, são descritos como estando elevados acima deste mundo material, nos “lugares celestiais”(Ef 2.6), assim também lá ocorre o seu conflito espiritual (...).

Dn 10.2-13 - Naqueles dias eu, Daniel, estive triste por três semanas. Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas. E no dia vinte e quatro do primeiro mês eu estava à borda do grande rio Hidequel; E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; E o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão. E só eu, Daniel, tive aquela visão. Os homens que estavam comigo não a viram; contudo caiu sobre eles um grande temor, e fugiram, escondendo-se. Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma. Contudo ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí sobre o meu rosto num profundo sono, com o meu rosto em terra. E eis que certa mão me tocou, e fez com que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.

Ef 2.6 - E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

2.3 Os inimigos que devemos enfrentar
O principal inimigo que devemos enfrentar é o diabo, mas ele não está só, ele vem com suas hostes (Ef 6.11-12). Aqui vemos literalmente o paralelo da batalha dos dois reinos espirituais com influências terrenas. Enquanto essas hostes estão nas regiões celestiais, a Bíblia diz que Satanás “anda ao derredor, buscando a quem possa tragar” (Jó 1,7; 1Pe 5.8-9). Fica claro que o ataque vem por todos os lados. Mas também devemos nos alegrar porque temos um grande General que está por toda parte, e habita pelo Espírito Santo dentro de cada um de nós, formando um grande exército e capacitando com armas poderosamente destrutíveis e insuportáveis ao inimigo (2Co 10.4).

Jó 1.7 - Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.
1Pe 5.8,9 - Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.
2Co 10.4 - Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;



3. O EQUIPAMENTO DO SOLDADO CRISTÃO
O servo de Deus que deseja vencer e seguir adiante deve estar preparado e equipado, pois o inimigo busca a todo instante que sua fé seja enfraquecida. Por isso, a ordem é estar revestido de toda a armadura de Deus.  


3.1 A roupagem de um bom soldado
O apóstolo Paulo nos mostra as seis peças principais que compunham as vestimentas de um soldado da época: o cinto, a couraça, o calçado, o escudo, o capacete e a espada,  para apresentá-las como ilustrações da verdade, da justiça, do evangelho da paz, da fé, da salvação e da Palavra de Deus. Cada uma delas cumpre uma função estratégica na proteção do soldado, tendo sido desenhadas por Deus, para nos equipar na luta contra o maligno e suas hostes. Cada uma delas serve para cobrir um ponto vulnerável de nossas vidas. A ordem é estar devidamente coberto para poder resistir no dia mau e ficar firmes (Ef 6.13).

3.2 A estabilidade espiritual do crente
Bem sabemos, que Paulo escreve a carta aos efésios de sua prisão em Roma, na qual estava rotineiramente visualizando um soldado romano. Provavelmente o Espírito o inspirou no tipo de roupa que o soldado usava, para nos ensinar como devemos estar preparados para enfrentar o adversário “no dia mau” (Ef 6.13), ou seja, no dia ou quando somos tentados a enfrentar uma situação difícil, que pode nos trazer crises de fé; quando estamos passando por provações de diferentes magnitudes e tipos, e assim, depois de que toda tempestade tiver passado, permanecermos firmes (Ef 6.13b).  O que significa que devemos permanecer alertas, e sem hesitação.

3.3 Aplicando a vida à oração
Nesta parte, Paulo enfaticamente  nos exorta a orar o tempo todo, com toda a oração e súplica no Espírito (Ef 6.18). Paulo, provavelmente não inclui a oração como uma das peças da armadura, porque a oração do crente é muito abrangente, deve permear toda a luta, independente do tipo de luta, das circunstâncias ou do tempo. É por isso que diz “em todo tempo”, no Espírito. Isso não apenas nos fala sobre o momento, mas que às vezes nem sabemos  o que pedir ou como pedir, por isso se faz necessário, para a eficácia da oração, fazê-la solicitando a orientação do Espírito Santo (Rm 8.26).

Ef 6.18 - Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos.
Rm 8.26 - E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.


CONCLUSÃO
Estamos em Cristo nos lugares celestiais, mas também  ainda nesse mundo (Jo 16.33), tendo assim que lidar com as investidas do maligno. Portanto, é imprescindível sermos fortalecidos no Senhor e estarmos revestidos de toda a Sua armadura para resistirmos e ficarmos firmes. Até que Ele venha!

Jo 16.33 -Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.






   



 




    





domingo, 27 de fevereiro de 2011

Paulo antes e depois da conversão


Algumas características de Paulo:

Ê Judeu por nascimento (At 22.3)

Ê Criado dentro da fé judaica (Fp 3.4,5; Gl 1.14)

Ê Educado em Jerusalém aos pés de Gamaliel (At 22.3)

Ê Tinha uma vasta cultura secular (At 17.28; Tt 1.12; St 26.24; 2Pe 3.15,16)

Ê Fariseu, membro da seita mais rígida dos judeus (Fp 3.5; At 26.5)

Ê Membro do Sinedrio Judaico (At 23.6; Jo 3.1)

Ê Cidadão Romano (At 22.27-28).


Um perseguidor implacável:

O zelo sem entendimento pode ser perigosíssima. Muitos crimes hediondos têm sido praticados em nome de Deus. Com Paulo, não foi diferente, foi um perseguidor implacável (Gl 1.13). Ele usou sua influência e força para esmagar os discípulos de Cristo. Perseguiu a Cristo (At 26.9), a religião de Cristo (At 22.4) e os seguidores de Cristo (At 26.11).[1]


Paulo visto como perseguidor


Ê Paulo via a si mesmo como um perseguidor (I Co 15.9)

Ê Cristo o viu como perseguidor (AT 26.16)

Ê O povo de Damasco o viu como perseguidor (At 9.13,14; At 9.21)

Ê Discípulos de Jerusalém o viram como perseguidor (At 9.26)


Paulo era um perseguidor tão cruel que é comparado a duas figuras:


Ê Fera selvagem (At 8.1-4; At 9.21; At 26.11; At 22.4)

Ê Touro Bravo (AT 26.14; At 9.3-5)


Paulo, um homem completamente transformado.


Sobre a conversão de Paulo destacamos três benditos fatos:

1º. Uma maravilhosa manifestação de Jesus (At 9.3-6)

Ê Paulo viu uma luz (At 22.6,11)

Ê Paulo caiu por terra (At 22.7)

Ê Paulo ouviu uma voz (At 22.7)

2º. Uma humilde entrega de Paulo (At 22.8,10)

Ê Paulo reconhece que Jesus é o Senhor (At 22.8)

Ê Paulo reconhece que é pecador (At 22.8)

Ê Paulo reconhece que deve ser guiado pelo Senhor (At 22.10)

3º. Uma evidência incontestável da conversão de Paulo:

Ê Paulo evidencia sua conversão pela vida de oração (At 9.10,11)

Ê Paulo evidencia sua conversão pelo recebimento do Espírito Santo (At 9.17)

Ê Paulo evidencia sua conversão pelo recebimento do batismo (At 9.18).

Três mudanças radicais que aconteceram na vida de Paulo depois de sua conversão:

Ê De agente da morte a pregador do Evangelho (At 9.20; 1 Co 2.4; 1Ts 1.5)

Ê De devastador de igreja a plantador de igreja (At 9.15; 2Co 11.28)

Ê De receptor de cartas para prender e matar a escritor de cartas para abençoar e salvar. (At 9.2,14).



[1] Lopes, Hernandes Dias – Paulo, o maior líder do cristianismo, São Paulo, SP: Hagnos, 2009, p.17

A SOMBRA DA CRUZ DESCE SOBRE ABRAÃO


“A noite caiu, e veio a escuridão. De repente apareceu um braseiro, que soltava fumaça, e uma tocha de fogo. E o braseiro e a tocha passaram pelo meio dos animais partido” (Gênesis 15.17)

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

A situação que o velho patriarca vive é um momento de aflição para ele. O Eterno o chamou para celebrarem um pacto (berith, “compromisso”): “O Eterno respondeu: – Traga para mim uma vaca, uma cabra e uma ovelha, todas de três anos, e também uma rolinha e um pombo”. Ele se prontifica. Faz como lhe foi ordenado: “Abrão levou esses animais para o Deus Eterno, cortou-os pelo meio e colocou as metades uma em frente à outra, em duas fileiras; porém as aves ele não cortou. Então os urubus começaram a descer sobre os animais mortos, mas Abrão os enxotava” (vv. 10-11). Esta é a razão da aflição.

Dietrich nos explica o que está acontecendo: “Deus conclui com Abraão um verdadeiro pacto, segundo o costume do tempo; era preciso que os dois contratantes passassem entre os animais esquartejados; aceitavam assim serem eles mesmo dilacerados como as vítimas, se infringissem seus compromissos. Aves de rapina, símbolo das forças malignas tentam apoderar-se dos animais divididos. Abraão as afugenta. Angústia e trevas espessas o envolvem. Deus lhe revela os sofrimentos que se abaterão sobre sua posteridade” (O desígnio de Deus, p. 38). Deus e um homem estão firmando um compromisso, mas o Deus Eterno não chega para subscrever o contrato e as forças do mal se fazem presentes. Terá o Eterno desistido do pacto? As forças malignas impedirão oberith com Deus? Se Abraão não afugentar as aves de rapina, Deus lhe cobrará a negligência! Ele está cansado, não dará contas! E o Eterno vier, como fazer um pacto com ele? Que responsabilidade! Deus não falhará, mas ele, por certo, pecador, falhará! Será punido!

O versículo 17 é dramático: “A noite caiu, e veio a escuridão. De repente apareceu um braseiro, que soltava fumaça, e uma tocha de fogo. E o braseiro e a tocha passaram pelo meio dos animais partidos”. Abraão não passou, só Deus. Ele ficou como o fiador do pacto. Só ele. Assumiu a parte dele e a parte de Abraão. Que verdade teológica! O homem nada pode dar pela sua salvação e pelas bênçãos de Deus! Isto é graça! E é soberania divina também: Deus age, independente de nós.

O pacto foi feito. O Eterno assumiu ambas as partes. Novamente Diétrich: “Deus somente é o fiador do pacto firmado. Sua honra está engajada. E, quando a posteridade de Abraão romper o pacto, será o próprio Deus que, em Jesus Cristo, virá substituir a parte faltosa e pagar-lhe o preço da infidelidade. É já a sombra da cruz que desce sobre Abraão nessa noite de angústia”.

Séculos mais tarde, com o pacto quebrado, chegou a hora de acertar as contas. Deus era o fiador do pacto. Abraão não podia pagar. A raça humana não podia pagar. Deus pagou a parte dele. E pagou a parte de Abraão, a parte da raça, a nossa parte. Em Jesus Cristo. Assim entendemos a palavra de Jesus, em João 8.56: “Abraão, o pai de vocês, ficou alegre ao ver o tempo da minha vinda. Ele viu esse tempo e ficou feliz”. O patriarca poderia não ter entendido tudo, mas pela cultura de sua época entendeu algo: Deus estava firmando um pacto com ele, e assumia toda a responsabilidade. Isto ficou claro. Em Jesus, o Eterno paga. Porque Jesus é o Eterno. Em Jesus, o homem paga. Porque Jesus é homem.

Uma vez, Judá fez um pacto assim com Deus, e o quebrou: “As autoridades de Judá e de Jerusalém, os oficiais do palácio, os sacerdotes e todo o povo fizeram uma aliança comigo, passando entre as duas metades de um boi cortado ao meio. Mas eles quebraram a aliança que fizeram na minha presença e não cumpriram o que prometeram” (Jr 34.18-19). A conseqüência de não cumprir o pacto logo foi anunciada: “Por isso, eu os entregarei aos seus inimigos que os querem matar, e os corpos deles serão comidos pelas aves e pelos animais selvagens” (Jeremias 34.20).

Mas Deus nunca faltou com sua palavra. Honrou-a. E quando nós falhamos, ele pagou nossa parte. Este é o significado da encarnação da segunda pessoa da Trindade e sua morte vicária. Jesus é Deus cumprindo a parte do homem e pagando o preço dos pecados da humanidade. Diz Paulo: “Em Cristo não havia pecado. Mas Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus” (2Coríntios 5.21).

Graças a Deus por Jesus Cristo! Ele é o perfeito dom do Eterno à humanidade pecadora. Nele somos perdoados. Nele somos aceitos. Nele, as contas com Deus estão acertadas. “Agora já não existe nenhuma condenação para os que estão unidos com Cristo Jesus” (Romanos 8.1). O Deus Eterno assumiu tudo.

fevereiro 25, 2011 · Isaltino · No Comments
Posted in: Artigos, Meditações em Gênesis

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Nosso objetivo

Esse blog está sendo criado para uso de todos os cristãos que amam e estudam a Palavra.
Nosso objetivo é auxiliar os professores de escola dominical que utilizam a revista da editora Betel e apresentar estudos bíblicos em geral.
Aceitamos críticas e sugestões.
Deus vos abençoe em Cristo Jesus.
João Paulo Cruz